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“Qual a voz do Professor do Amanhã?”  Uma pergunta pertinente para uma instituição que quer provocar reflexões sobre um futuro que se constrói nas atitudes do agora.

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O Museu do Amanhã, esse ai de cima, faz parte dos novos equipamentos do #portomaravilha que está sendo construido no Rio de Janeiro, importante projeto de recuperação da região portuária que, com toda sua história, cultura e profundidade de vivências acumuladas desde o início da cidade carioca, vinha sendo local de abandono e precárias condições de vida. O projeto é ousado, a ideia é muito potente e as polêmicas são muitas, não tinha como ser diferente, visto toda intensidade de forças que se concentram nessa região. Porém, o Museu do Amanhã está fazendo sua parte, com equipes dedicadas à diferentes focos de relacionamento: com a comunidade do entorno, com criativos / inventores diversos, com as escolas, professores e visitantes em geral. A proposta é dar atenção efetiva para uma reflexão que possa contribuir com o desenvolvimento da cidade e da humanidade em geral. Tivemos a oportunidade de trabalhar diretamente com a equipe do projeto Educativo do Museu, que está em processo de desenvolvimento.

equipe edudacores do museu do amanhã

O Cuidar de Quem Cuida da Educação levou a reflexão que move o seu propósito para desenvolver um processo criativo com o grupo de 30 educadores que vão, entre o trabalho de mediação com o público visitante, desenvolver projetos específicos com os professores de diversas escolas da cidade, do estado e do país. A partir do entendimento e percepcão sensível das necessidades dos professores responsáveis pela ensino formal, a equipe se dividiu em grupos para trabalhar na visualização do “ponto de ligação”, aquilo que conecta os interesses do Museu com os interesses dos professores. Os grupos realizaram essa visualização através de painéis imagéticos.

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Depois dessa percepção de “conexão”, os grupos realizaram a construcão dos convites, através de um formato de manifesto que tinham como objetivo trazer os professores para viver as reflexões do Amanhã. As propostas foram incríveis, com grande potencial de serem executadas. Nesse processo, o mais importante foi estimular os educadores do Museu do Amanhã a que se colocassem no lugar dos professores do ensino formal e percebessem que é importante criar espaços de troca em que a necessidade do professor possa ser acolhida. Logo, mais do que oferecer conteúdos e provocações de novidades, é importante ouvir, acolher e compor com a realidade que vem da experiência desses que vivem os desafios da sala de aula e do sistema educacional brasileiro todos os dias.

Foi uma experiência incrível. Um agradeciemento especial para as supervisoras de educação, Polyana e Clarisse, que possibilitaram essa participação. Temos certeza que o desafio é do tamanho da potência e que essa equipe de educadores fará um grande trabalho, abrindo novas possibilidades de Amanhã junto aos professores: ações para fazer o agora!

 

Daniel Muller Caminha