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No dia 18 de agosto a professora do curso de engenharia da UFRGS, Istefani de Paula, resolveu fazer uma aula diferente no Translab. Segundo ela, as pessoas chegam no curso de engenharia com muita capacidade criativa que, aos poucos, vão sendo podadas pela academia de forma natural. O objetivo da aula, que faz parte da cadeira de inovação em projeto de produto e serviços, foi mostrar os talentos dos alunos, capacidades e saberes que eles possuem fora do curso e dos conteúdos de aula. Para poderem liberar todo seu potencial criativo, a professora decidiu realizar a tarefa fora do ambiente acadêmico, em um lugar que exalasse inovação. “A cadeira fala de inovação, arejar, novos ambientes geram novas ideias” disse um aluno. Foi através da parceria com o Laboratório de Inovação Social TransLAB que o encontro aconteceu nossa sala multi-uso.

Alunos e alunas da UFRGS sentados no chão em roda, usando chapéus e perucas

Alunos e alunas da UFRGS sentados no chão em roda, usando chapéus e perucas

“Vamos imaginar como vocês assim como vocês estão, dentro da sala de aula. Vocês iam ficar à vontade?” Istefani de Paula.

Conforme o que foi estudado em sala de aula, os alunos aprenderam que o espaço físico pode ter efeito inibidor ou estimulador do seu comportamento. Nesse caso, o que se espera é inspiração criativa, e qual ambiente poderia ser melhor que o Translab para “sair da zona de confortom abrir a mente” como foi comentado por uma aluna durante o encontro. Durante as apresentações foram tangenciados os aspectos da criatividade individual e em equipe, com apresentações e debate no final.

Dois alunos sentados tocando violão. Os colegas assistem de pé

Dois alunos sentados tocando violão. Os colegas assistem de pé

Alunas seguram um cartaz feito na amostra de talentos

Alunas seguram um cartaz feito na amostra de talentos

“Estamos aqui para interagir, na aula é todo mundo sentado, aqui é um ambiente que facilita a interação” – aluna inovação em projeto de produto e serviços

A aula foi muito produtiva e os alunos gostaram, acharam alternativo e confortável. “Talvez possamos trazer nossos talentos pra cá, ver o que pode ser aproveitado aqui no translab”, comentou uma aluna. A professora ressaltou no final que a academia deve abrir os olhos nesse sentido, para buscar meios de mudar os espaços físicos para equilibrar os aprendizados e conhecimentos.