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O Brasil é apontado hoje como um dos países em maior desenvolvimento econômico no mundo. É o quarto entre os mercados automobilísticos, graças a incentivos que ocorrem desde a era JK. Mas esta posição demonstra apenas insucesso. Em 2013, mais de 50 anos depois, governar não é mais abrir estradas, mas ciclovias; não é priorizar a produtividade, mas a comunidade, a sustentabilidade. E a bicicleta segue essa tendência.
Nos últimos anos a bike ganhou muito apoio. Mais gente começou a pedalar e falar sobre o assunto, se unindo por mais estrutura, segurança e respeito. O governo, não abraçou a ideia. A preferência pelo carro é a mesma de décadas atrás, caracterizada por reduções de impostos, ampliações de vias e reserva de espaços públicos. A bike, por sua vez, tem uma taxa de imposto média de 72%, é proibida em determinadas estradas, e na maioria das cidades não possui uma malha cicloviária sequer aceitável. Em Porto Alegre a prefeitura está até tentando voltar atrás, e deixar de investir uma parte do dinheiro vindo das multas de trânsito para a construção de ciclovias, como se nossa malha já estivesse completa!
A justificativa para o incentivo à produção de veículos é econômica, pois gera empregos e movimenta capital. Acontece que esta priorização à economia vem acompanhada de um completo desdém para com muitas demandas sociais, desde sempre. Reduzir o IPI de veículos é tão essencial? Talvez seja, mas reduzir o da bicicleta também é! É dever nosso cobrar ação neste sentido. As cidades que obtiveram êxito na mobilidade o conseguiram por se unirem contra governos como o nosso, que descumprem acertos e se sujeitam ao lobby de construtoras e montadoras, contra as solicitações da população.
E o que acham de começar a pressionar agora os tomadores de decisão? Esta petição busca o IPI ZERO para Bicicletas! http://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/ipi-zero-para-bicicletas