Escolha uma Página

Muitas cidades adotaram modelos de tributação “amigos” nesta última década no Brasil. As novas legislações, através de reduções no IPTU, incentivam a população a instalar telhados ecológicos, captar água da chuva, plantar árvores, etc. Estas medidas tem reflexos bastante eficientes; os telhados verdes reduzem a variação da temperatura e da umidade, tornando o ambiente mais agradável e diminuindo a necessidade de equipamentos de alto consumo, como o ar-condicionado.

A questão da acessibilidade também é contemplada com descontos, na cidade de Guarulhos. Quem adaptar sua calçada para cadeirantes – na falta de iniciativa da prefeitura – tem redução no imposto. Em Curitiba, a redução de taxas para a criação de hortas solidárias foi aprovada este mês, inclusive. O objetivo foi combater a fome, gerar inclusão social e incentivar a geração de emprego e renda, através da venda direta do produto pelo produtor – meio mais sustentável. Porto Alegre, por sua vez, elegeu o IPTU Verde há anos, e assim como acontece no resto do Brasil, parecemos não ter conhecimento disso. Tu sabias que POA tinha essa lei? Que lugares tu sabes que possuem telhado verde aqui? A UFCSPA? Algum prédio da UFRGS?

A criação de leis como essas são um ótimo sinal. A idéia de legislar sem proibir, mas com incentivos à civilidade, é a cara da época em que estamos entrando. Precisamos de cidades mais verdes, em seus telhados, nas calçadas, nas ruas e na mentalidade, e somos os agentes disso. Culpados de morarmos em locais tão insustentáveis, nosso dever daqui em diante passa por mudanças cotidianas necessárias, no transporte, na moradia, no consumo, no VOTO.