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Intensa colaboração e trabalho em equipe para o desenvolvimento de projetos com o foco em inovação cidadã. Muita aprendizagem e compartilhamento de conhecimento em múltiplas disciplinas, 12 projetos e 120 colaboradores de muitos países da nossa Ibero-América.

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Ainda que curta, a participação do TransLAB foi estratégica, mesmo não podendo estar no evento em toda sua duração, foi muito importante estar lá, conhecer as pessoas e conectar com o movimento que Ciudadania2.0 vem realizando no sentido de fomentar a prática da inovação cidadã nos países da América Latina e Europa.  Daniel Caminha, um membro do TransLAB, acompanhou os 4 primeiros dias de uma jornada que vai durar duas semanas, o processo teve início nesse último dia 15 de novembro. O formato é bastante singular, 12 projetos foram selecionados e, para cada um deles, também foram selecionadas 10 pessoas de diferentes habilidades e conhecimentos. Assim se formaram as equipes que transformaram o segundo andar do Palácio Gustavo Capanema, sede do Ministério da Cultura no centro do Rio de Janeiro, em um grande laboratório experimental de pesquisa e produção para desenvolvimentos específicos de projetos em inovação social. Nesse período, o trabalho será intenso, a ideia é construir protótipos e viabilizar alguma ação em cada projeto, deixando um legado para a cidade. Para conhecer mais sobre cada iniciativa veja aqui.

LABiCBR(mais fotos no flickr oficial)

Ao longo das duas semanas, além do trabalho processual das equipes, estão acontecendo debates, apresentações e oficinas de diversos assuntos relevantes para inovação cidadã, como por exemplo: documentação de processos, fundos e recursos, transparência, ferramentas de participação… entre outros tantos. As atividades contam com a participação ativa de coletivos, entidades e do próprio MinC.

Alguns apontamentos são importantes serem compartilhados:

  • É bastante interessante investir na troca de experiência, estudo e organização de novos modelos de gestão, buscando experimentar formas inspiradoras para inventar o que serão as “novas instituições”. No meu ponto de vista, os Laboratórios Cidadãos já fazem parte de uma busca para um novo tipo de equipamento urbano que busca realizar esse ensaio para descoberta de outras maneiras de organização que está a serviço do desenvolvimento de solucões (projetos, produtos e serviços) para uma cidade sustentável e sensível aos seus habitantes.
  • A transparência, não apenas do que está relacionado a fluxo de capital econômico, mas também relacionada ao tempo e, ainda mais interessante, aos sentimentos e emoções dos participantes. São pontos bastante relevantes para um trabalho eficiente em rede aberta. As pessoas precisam saber em que cada uma está envolvida, qual sua disposição para a tarefa, qual sua percepcão de sentido e o “valor” (tempo e dinheiro) que isso consome.
  • A narrativa com a qual o projeto se apresenta é muito relevante para a conquista de aliados e, portanto, para conseguir recursos. Um projeto que não sabe contar sua história fica isolado. Nesse sentido, a atividade de “difusão” ganha uma grande importância: saber contar o que se vive.
  • A perspectiva da cultura como inovação no cenário Brasileiro, dentro das políticas públicas, precisa ganhar uma aproximação com a proposta dos Laboratórios Cidadãos (modelo europeu), que convida as iniciativas para uma maior integração com o mercado, trabalhando atitudes empreendedoras e aproximando-se da ideia do negócio social, tangibilizando os processos através de produtos e serviços como forma de dar sustentabilidade econômica ao impacto social desejado.

As reflexões são abundantes, diversas outras ideias e pensamentos seguramente vão surgindo, pois é muito fértil o campo. Agradecemos a possibilidade de ter estado em contato, respirar juntos dessa mesma batida e fortalecer as conexões para enfrentar os desafios que se apresentam. Fica a dica para um próximo evento do MinC que acontece em dezembro o #Emergências que vai seguir abordando importantes relfexões acerca da cultura como motor de inovação social. Adelante!

 

Daniel Muller Caminha